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Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal
Exmo. Sr. Ministro Paulo Rangel,
Segundo informação divulgada na página oficial da Igreja Ortodoxa Russa do Patriarcado de Moscovo em Espanha e Portugal (orthodoxspain.com), no sábado, dia 25 de abril de 2026, esteve em visita oficial a Lisboa o Exarca Patriarcal da Europa Ocidental, Metropolita de Korsun e da Europa Ocidental, Marcos, responsável pela Diocese Hispano‑Portuguesa.
No âmbito da sua visita, presidiu a uma celebração conjunta e reuniu em assembleia geral o clero ao serviço nas paróquias da Igreja Ortodoxa Russa em Portugal.
Para nós, ucranianos em Portugal, esta figura pública é amplamente conhecida pelas suas declarações anti‑ucranianas e anti‑humanas, de hostilidade, xenofobia e justificação pública da guerra contra a Ucrânia e do genocídio dos ucranianos.
Consideramos que estas visitas do Metropolita Marcos constituem atividade hostil contra os ucranianos e contra os países membros da NATO, em benefício do Governo da Federação Russa, com objetivos de propaganda, recrutamento e recolha de informações para utilização em fins hostis.
O novo responsável da Igreja Ortodoxa Russa na Europa Ocidental considera correta a recusa de Putin em pôr termo à guerra contra a Ucrânia. Na sua declaração de 1 de outubro de 2025, afirmou:
«Ouvimos da liderança do nosso país que a paz só será possível quando forem eliminadas as causas primárias do conflito. São palavras certas, verdadeiramente palavras de ouro.»
De acordo com recentes artigos de análise do jornal “Novaia Gazeta Europa”, o Metropolita Marcos é descrito como um dos mais fervorosos apoiantes da “operação militar especial” e admirador de Vladimir Putin no episcopado da Igreja Ortodoxa Russa. «Hoje, a sua missão na Europa Ocidental parece ser menos eclesiástica e mais político‑militar», assinala o jornal.
Em julho de 2025, o Metropolita Marcos abençoou equipamento enviado para a zona da “operação militar especial” a partir de Riazan por uma delegação do LDPR. «Hoje celebrámos a Divina Liturgia, rezámos de joelhos pelo nosso exército e, finalmente, abençoámos o equipamento militar reunido e preparado para os nossos combatentes», declarou então.
Em janeiro de 2025, durante os Encontros Parlamentares de Natal na Duma Regional de Riazan, o hierarca teceu duras críticas aos cidadãos russos que deixaram o país depois do início da guerra, qualificando‑os como “uma geração de dependentes”.
Cumpre ainda salientar que, na sequência de muitos anos de investigações e da recolha de provas sobre a atividade hostil da Igreja Ortodoxa Russa do Patriarcado de Moscovo na Ucrânia, entrou em vigor na Ucrânia, em setembro de 2024, a Lei n.º 3894‑IX, que proíbe a atividade, no território ucraniano, de organizações religiosas ligadas à Igreja Ortodoxa Russa, uma vez que foram reunidas provas da atuação dessa Igreja para derrubar a ordem constitucional na Ucrânia e da prática de atividades de espionagem e militar a favor da Federação Russa.
https://zakon.rada.gov.ua/go/3894-20
Face aos factos acima expostos, vimos respeitosamente solicitar a V. Ex.ª, Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, que se digne considerar a possibilidade de limitar o exercício da atividade profissional do Metropolita Marcos (Golovkov), da Igreja Ortodoxa Russa do Patriarcado de Moscovo, no território da República Portuguesa.
Com os melhores cumprimentos,
Presidente da Associação dos ucranianos em Portugal,
Pavlo Sadokha
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